DEPOIMENTO
Eu, Deoclides Carvalho de Jesus, ou para os mais amigos e os mais próximos, Deo Carvalho, um Deo realizado, feliz, humano, sensível, saudável, apaixonado e o mais importante, com muita fé. Fé essa que me levou a conhecer depois de minha família, a arte. Arte de dançar, de cantar, ler, escrever, tocar e representar. Como representar? O que é representar? Ontem, para mim, um sentimento totalmente fora da minha realidade, hoje eu acredito que esse mistério, pode ser revelado. Como revelar isso? Por onde começar? Comecei aplaudindo os grandes e corajosos diretores, atores, atrizes, cenógrafos, figurinistas, sonoplasta, iluminação ou luz. Luz, é isso mesmo, é a palavra que eu posso comparar com o templo onde eu conheci um grande, maravilhoso, sensível, iluminado, realizado, justo; se ele tem fé, eu não sei, o que eu sei é que tudo isso que eu vivo, eu encontrei no meu mestre Walter Rozadilla. Quando tudo começou, em 2003, a minha amiga Megg, me convidou para fazer Teatro na Contramão, me empolguei, mas eu não estava acreditando que eu poderia vencer este obstáculo, pois já havia passado por uma experiência que não foi muito boa, mas tudo bem. O primeiro dia de aula foi um dia muito feliz e milagroso, eu estava bem na frente de um mestre, que me acolheu, e eu me surpreendia a cada aula. Foi uma experiência jamais vivida na minha vida. Ali eu aprendi a chorar sem ser criticado, sorrir e ser aplaudido, cantar e cantar e não ter a vergonha de ser feliz... Ai, meu Deus, quanta vitória nesse período de curso, sendo aluno desse mestre, Walter Rozadilla. Como aluno, a cada momento eu me sentia um ser mais feliz do mundo, por tanta descoberta. Eu queria que ficasse só no curso. A responsabilidade estava aumentando e eu me sentia como um peixe fora d'água. Era o momento de montar um espetáculo. Foi quando eu não estava acreditando em mim e entrei em pânico. E muitas vezes eu pensei em abandonar um sonho que estava próximo a ser realizado. Mas, com ajuda de todos os meus queridos amigos e colegas, especialmente Ewerton, que Deus te abençoe hoje e sempre. Mas, meu agradecimento maior foi para esse grande mestre, Walter, que acreditou no aluno desde o primeiro dia de aula, pelo que eu fazia com o meu corpo, quando dançava. Montagem do espetáculo: Quanto sofrimento, nunca alguma coisa me deu tanto medo, deixar de ter um professor para ter um diretor, a diferença era muito delicada. Mas, com todo o sofrimento, um dia tinha que apresentar o espetáculo. E ai! Tive que vencer todos os medos e estrear. Não sabia quem eu era... Muito obrigado, Senhor! O meu dia chegou! A estréia um sucesso! Mas, não era o Deo, era o Francelino. Francelino que com a sua inocência e sua simpatia fazia com que Deo se realizasse a cada momento que representava. Sim, representar, a arte das Feministas de Muzenza. Só a arte me levou e me leva ao topo do meu grande ser. Amo a vida porque a vida é uma arte. Obrigado aos meus amigos do grupo Como Me Sinto. Como me sinto, muito feliz, muito em paz e o mais importante, realizado!
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