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Walter Rozadilla
DEPOIMENTO
Montar “As Feministas de Muzenza” teve o gosto de desejo realizado. Fizemos a montagem sem recursos econômicos, contando com a força de espírito de meus alunos e da equipe técnica. Esta parceria de paixões pela arte, deu seu fruto, provando quanto é importante acreditar nas capacidades, nos sonhos, no trabalho de equipe e na tarefa de fazer teatro!!!.
O texto, de Cleises Mendes e Haydil Linhares, inteligente e hilário, em tom de comédia, faz uma crítica às relações de poder, do papel da igreja, do comportamento dos políticos, convida a refletir sobre os preconceitos sexuais, o racismo e a pouca importância que se dá a conservação da cultura local por parte dos ditos poderosos e formadores de opinião. Trata sobretudo, da condição da mulher na sociedade, pondo em releve os desequilíbrios sociais. Muzenza simboliza as estruturas sociais de todas as cidades, do Brasil e por que não dizer do Mundo!!!
Falar do elenco! Sou suspeito... A maioria deste elenco são meus alunos do curso de teatro “Abrindo Portas” há quase dois anos. Durante este período fui criando vínculos afetivos até senti-los como meus filhos. Filhos da arte, filhos do teatro, filhos de meu ser artista. Nesta relação, no processo de ensino, como todos os pais, botamos limites, exigimos o máximo e adotamos, às vezes, comportamentos duros, ainda que sofrendo na solidão de quem conduz. Mas, quando falamos de nossos filhos, falamos com admiração, orgulho e identificação e sempre desejando o melhor para eles.
Ainda sendo suspeito de falar deles, como profissional do teatro, posso dizer que este elenco merece estar no palco, cada centímetro do tablado foi conquistado com paixão, generosidade, humildade e muita capacidade artística e profissional. Vejo-os no palco com orgulho, satisfeito da suas realizações e o mais importante com muito carinho.
Ser ator, não é ego, não é vaidade, não é mentira. Ser ator é doação! É ser verdadeiro! Quero dizer para meu elenco: continuem confiantes das suas capacidades artísticas, continuem doando-se para nós, que os “duendes do teatro” sempre os protegerão!
Não posso esquecer da equipe técnica, porque eles deram tudo de si, doando sua arte e criatividade para que este espetáculo tenha a qualidade que vocês merecem.
Para finalizar, quero comunicar que todos os integrantes desta empreitada, deram de si o melhor para fazer um bom espetáculo. Desejando ter cumprido essa missão, me disperso com muito axé!!! Walter Rozadilla.
Walter Rozadilla, 48, nasceu na Argentina, onde se formou em advocacia e paralelamente, procurou descobrir o teatro e os meios que mais lhe atraiam no desenvolvimento do ator. Iniciou sua formação nas artes cênicas na “Escuela Integral de Actuación”, especializada no método da ação física, com duração de quatro anos.
Em seguida, ingressou na escola “Espacio Abierto”, a fim de realizar uma pesquisa e formação de atuação, baseado no método sensorial e emocional, com duração de três anos. Após esta formação, participou do curso de “Direção e Posta em Cena” do Diretor Hernan Abrahamsohn.
Logo estudou com o Mestre, Carlos Gandolfo, e durante três anos se aprofundou no método de Lee Strasberg do Actor Studio e Eric Morris.
Em Salvador, foi assistente de direção do diretor Luiz Marfuz no espetáculo “Só” e também participou da seleção e da fase inicial de preparação de atores como assistente de direção do espetáculo “A Comédia do Fim” - Melhor espetáculo 2003, Prêmio Braskem.
Como diretor, em Salvador, dirigiou o espetáculo "Pá Lavra" que foi indicado ao prêmio Braskem 2005 na categoria melhor atriz. Em 2006, dirigiu o espetáculo de dança "Todo Momentâneo" que ganhou o prêmio Funarte de Dança Klauss Vianna.
Atualmente, dirige o espetáculo "As Feministas de Muzenza" e desenvolve cursos e oficinas de teatro.
Veja as fotos do Espetáculo!!! Clique aqui.
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