Corpo Consciente
No dia 06 de novembro, Salvador conheceu um pouco mais sobre as pesquisas da coreógrafa e preparadora corporal Daniela Visco.
Diretora de movimento do filme Madame Satã - com o baiano Lázaro Ramos - Daniela traz em seu currículo trabalhos com os diretores Enrique Diaz, Ernesto Piccolo e Wolf Maia; ainda com os atores Ângelo Antônio, Ingrid Guimarães, Marcos Palmeira, Renata Sorrah, Marília Pêra, Xuxa Lopes, entre muitos outros.
Daniela ministrou o workshop Corpo Consciente, onde apresentarou alguns princípios básicos da sua busca pela sintonia do ser na criação. São experiências de vinte anos atuando no teatro, cinema e televisão, além de dirigir o curso “Licenciatura Plena em Dança”, na UniverCidade do Rio de Janeiro e ser certificada pelo “International Sivananda Yoga Vedanta Center”, de Nova York.
O curso foi ministrado na sede da Contramão Produções, na Pituba. A proposta era resgatar uma escuta, um relaxamento e o movimento, através de uma relação consciente com o corpo físico.
Os principais focos que foram trabalhados: a respiração, a concentração, o movimento, a pesquisa corporal e os centros de energia do corpo, colocando-o como um instrumento expressivo a ser pesquisado, em busca do autoconhecimento, dos próprios limites e possibilidades de cada um.
A oportunidade estava aberta a todos que se interessavam por práticas que levem a um corpo mais consciente, mais orgânico, mais vivo e expressivo. Como lembra Kuut Hume: “A obra genial é tu mesmo e o artista também”.
Daniela tem como base o ser completo e único, que pode conquistar sua liberdade expressiva através do conhecimento científico e emocional do corpo. Acredita que cada um precisa investigar-se, conhecer-se, harmonizar-se, fortalecendo suas diferentes posturas, pensamentos, atitudes, falas, olhares, maneira de pisar, enfim sua dança.
“Trabalharemos o corpo subtraindo deste os automatismos cotidianos, as máscaras, para impedi-lo de ser um corpo humano condenado a carregar tensões musculares passadas. Se conscientizar das tensões físicas para poder trabalhar sobre elas e se libertar destas”, explica a coreógrafa. “O foco é estudar a si mesmo”, completa. |